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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Às vezes, tudo que queremos é gritar, gritar e gritar, até ficarmos roucas e com a garganta seca. Gritar parece bom, mas não parece resolver. 

Aí recorremos a comida. Comemos como loucas, como se toda a comida do mundo fosse pouca para saciar a nossa fome. Mas não estamos verdadeiramente com fome. Estamos comendo a dor. E isso também não vai resolver.

Chorar enfim parece o melhor. E então choramos enlouquecidamente por horas e o que ganhamos com isso é um nariz vermelho, olhos inchados e uma bela de uma dor de cabeça. 

Agora, temos que lidar com 2 dores. A única coisa que temos certeza, é que apenas 1 delas vai embora com analgésico.

terça-feira, 28 de junho de 2011



Passamos uma boa parte da nossa vida pensando no nosso futuro. Como será quando estivermos com 30, 40, 50 anos? Teremos filhos, netos, um ótimo emprego, uma casa, um carro e uma vida estável financeiramente.  Planejamos conhecer vários estados, países e lugares que vemos sempre no cinema. Ter muitos amigos, sair e se divertir com a família. 

Mas nem sempre as coisas são assim. Na verdade, quase nunca são assim. 

Temos sempre muitas dúvidas sobre o que realmente queremos ser ou fazer e isso se reflete nas nossas decisões. A insegurança da vida adulta nos faz temer que aquele cinematográfico futuro nunca chegue, e a ideia de que as coisas saíram do planejado nos faz perder o sono.

Mas quando paramos enfim para refletir sobre todas essas coisas, sempre chegamos a conclusão que nada disso vale a pena e que o que realmente importa é nunca desistirmos. Não podemos desistir de desejar e batalhar por aquele futuro que sonhamos. Não podemos nos apegar ao que nos leva em direção contrária àquilo que planejamos, mas temos que entender que durante essa busca, nossa vida se transforma e toda essa mudança pode ser bem melhor. 

As expectativas que criamos a cerca do nosso futuro podem ser a grande causa da maioria de nossas frustrações.  Mas quando nos deparamos com essas frustrações, entendemos que podemos usá-las não como algo que nos leva para o fundo, mas sim para o alto. É a nossa postura diante de tudo isso pode tornar o nosso futuro no tão sonhado happy end.

segunda-feira, 27 de junho de 2011



Tento enganar a pressa com uma xícara de café. Ao contrário do que muitos dizem, o café me acalma. Mas a pressa é mais uma urgência. Meu coração não se deixa parar. Ele quer bater cada vez mais apressado, porque tem medo de não acompanhar o tempo, que insiste em correr. E no meio de toda essa confusão de sentimentos, me vejo tentando entender o que leva uma pessoa a mudar. Não estou falando de amadurecimento, mudança adquirida pelos anos e experiências vividas. Estou falando de mudança rápida, na famosa mudança da “noite para o dia”. 

Tenho a impressão que as pessoas se interessam e desinteressam umas das outras numa velocidade muito maior do que nossa compreensão possa alcançar. Talvez, porque conseguimos extrair do outro o que mais nos interessa com muita rapidez, e aí o que sobra não vale tanto a pena. Ou também pode ser por medo que se apegar àquilo que não temos interesse, e de repente, descobrirmos que não podemos mais viver sem. 

O ser-humano é movido parte pelo medo. O medo nos impulsiona. Para frente ou para trás. Depende da nossa reação diante do que nos causa medo. Sentir medo é bom. Os médicos dizem isso. Sem ele somos fadados ao esmagamento imediato por falta de reação.  É ele que nos faz reagir diante de algo que possa nos ferir. E sentimentos direcionados de forma errada podem causar feridas difíceis de serem curadas. 

Tento respirar fundo, ouvir uma música, cantarolar. Mas meu coração bate em ritmo acelerado. Não consigo parar de pensar no que leva as pessoas a mudarem tão rapidamente. Isso incomoda tanto quanto um espinho na ponta do dedo. Vez ou outra dá aquela fisgada. Mas não dói o tempo todo. 

E assim, entre um café e um cantarolar, vou tentando esquecer, que na verdade, quem mudou fui eu. 
 
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